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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Mocotó - Uma orgia gastronômica!


Nesse último final de semana estive em são Paulo para comemorar o aniversário de um amigo. Escolhemos o Mocotó para almoçar no domingo.

Foi a minha primeira visita ao aclamado restaurante/bar. Participamos de uma orgia gastronômica, aonde quase gabaritamos o cardápio. Sempre ouvia falar da demorada fila de espera, em torno de 2 horas. Não foi tão demorada assim e se realmente fosse, ficaria ali tranquilo, bebendo aquelas incríveis caipirinhas e comendo aquelas entradinhas deliciosas. Também não me importaria se ficasse só na “fila de espera”. Clima delicioso!

 
 
Depois da caravana (10 pessoas) acomodada em uma mesa deliciosa, começamos a segunda parte do “almojantar”, já que deveria ser umas 17 horas. Pedimos mais algumas entradinhas, como o queijo coalho com melaço de cana, simplesmente divino. O melhor queijo coalho que já comi!

Mocotó - Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1100 - Vila Medeiros - São Paulo - SP (Não desanime com a distância)



Em seguida o carpaccio de carne de sol com queijo coalho ralado!

Depois fomos de asinhas de pintado, que na verdade são as nadadeiras empanadas na tapioca, para falar a verdade, foi o único prato que não gostei. Achei muito gorduroso.  Ficaria somente com a maionese de limão cravo que o acompanha, simplesmente divina.

A tapioca de carne seca e a bruschetta também de carne seca, estavam muito saborosas.

De “pratos principais” (to rindo aqui), fomos de atolado de bode, paleta de cordeiro do velho chico (servida somente aos domingos). O cordeiro é assado no vinho tinto e servido com cuscuz e legumes grelhados.

Atolado de bode

Paleta de cordeiro do velho Chico

Mas o meu prato (principal) preferido foi a peixadinha do São Francisco, que é um pintado no molho de coco, servido com um mix de arroz e farofa de castanha e coco queimado, D-I-V-I-N-O!

De sobremesa, a tradicional Ambrosia com queijo, delíciaaaa. Um mousse de chocolate com cachaça, bom! E também uma tapioca doce que não deu tempo nem de tirar foto.

Ambrosia

Mousse de chocolate com cachaça

Pra completar tudo, uma simpática equipe, um licor de cachaça com favas de baunilha e um café Pessegueiro!

Quer mais? Eu também!

Beijos e abraços temperados


Receita de dadinhos de tapioca por Rodrigo Oliveira:
 
Ingredientes:

•500g tapioca granulada

•500g queijo coalho ralado

•1L leite integral

•1L óleo para fritar

•Sal e pimenta branca


Modo de preparo:

1.Misturar a tapioca e o queijo coalho ralado.

2.Esquentar o leite até fervura.

3.Adicione a mistura de tapioca e queijo, aos pouco, mexendo sempre.

4.Corrija o sal* e acrescente a pimenta branca.

5.Forrar uma assadeira/fôrma com plástico-filme e desejar a mistura sobre.

6.Deixar esfriar e levar a geladeira por 2 horas até firmar. Irá virar um bloco firme.

7.Cortar em cubos de 3cm.

8.Fritar em óleo (180-190ºC) até ficar dourado. Escorrer e servir.

9.Sugestão de acompanhar com molho de pimenta.

Observação

- Sal: a quantidade pode variar de 5-8g, depende de quanto sal tem o queijo utilizado




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Capadócia - Algumas impressões



Depois de Istambul, voamos para Capadócia sentindo que seria um lugar especial. Tenho que admitir que foi um dos lugares mais lindos que já passei. Além da paisagem deslumbrante, a energia que aquele lugar emana é indescritível.

A Capadócia está no centro da Turquia e sua delimitação é historicamente e geograficamente variável. O cenário é “lunático” por conta de sua formação rochosa causada por grandes erupções vulcânicas no passado. Seus vestígios históricos são inacreditáveis, datando desde o período neolítico, passando pelo período Romano, império Bizantino, Otomano e chegando aos dias de hoje cheia de história para contar.



Variando, teríamos somente dois dias naquele lugar, mesmo assim não resistimos ao turístico passeio de balão e posso dizer com todas as letras que é I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L. Depois almoçamos no A´laturca, um restaurante que fica em Göreme, cidade onde ficamos hospedados em um hotel caverna. Sim, o quarto fica dentro de uma rocha.



Ficamos surpresos com a qualidade do restaurante, tudo estava delicioso. Como entrada, escolhemos uma seleção de patês e conservas tradicionais com um “ar” turco. No prato principal, apelei para um filé grelhado na brasa, servido sobre finas fatias de batatas com um iogurte de alho, meu companheiro de viagem foi de peixe com um molho divino, gratinado. Para acompanhar o almoço, um céu azul turquesa e um vinho branco produzido ali na Capadócia mesmo. De sobremesa, optamos por um doce turco, infelizmente não lembro o nome. Acho que é porque não me seduziu. Era uma massinha bem aerada sem muito sabor.



Alugamos uma moto e partimos em busca de uma das cidades subterrâneas que existem na região, não tivemos muito sucesso para encontrar a cidade, mas confesso que valeu muito a pena, pois nos perdemos e fomos parar em uma micro cidade, Açigol. Parece que aquele lugar ainda não viu turistas e isso deixa tudo muito mais interessante. Descobrimos uma portinha de onde pessoas saiam com seus pães debaixo do braço. Não hesitamos em entrar e a única língua falada era turca , não foi por isso que deixamos de nos comunicar e comer uma deliciosa Pide, que é uma esfiha turca em formato de canoa. Foi assada na hora, no forno a lenha e ficou DIVINA!

Deixamos Göreme com os olhos cheios de lágrimas e uma vontade imensa de voltar. Mas, Londres nos esperava para vivermos dias bem mais interessantes do que imaginávamos.




terça-feira, 6 de setembro de 2011

Istambul - Algumas impressões



Acabo de chegar de uma viagem que vai deixar saudades, com a companhia do querido Vinícius de Mello percorri alguns lugares do velho continente. Ía discorrer tudo em um só tópico, mas resolvi fazer por doses homeopáticas.

Começando pela histórica e cosmopolita Istambul. Que Istambul é fascinante historicamente, não tem como discutirmos, carregando toda essa pompa desde o império bizantino. Com isso a história dos sabores não poderia ser diferente. Infelizmente aterrissei na cidade com essa visão romantizada do passado, querendo respirar esse mundo que só deixou vestígios, talvez mais marcantes nos livros de história, nos seus deslumbrantes monumentos e becos perdidos de uma cidade em constante movimento.



Tinha pouco tempo em Istambul, pois queria passar um tempo na região da Capadócia, que no final das contas, como sempre, foi muito pouco. Nesses poucos dias de Istambul, fomos calorosamente acolhidos por um casal de amigos turcos. Com isso, podemos sentir um pouco o dia a dia desse povo com costumes bem diferentes do nosso.


Minha primeira visita foi ao mercado das especiarias, fiquei fascinado com os cheiros e as cores, como esperado. Mas, fiquei extremamente de sorriso amarelo quando vi um lugar modificado pelo tempo, como era também esperado, não por mim, que fui esperando viver uma outra época. Deixei me levar por esses detalhes e com isso passou muita coisa, fiquei irritado com os “Tupperware” cheios de especiarias, aquele monte de plástico filme envolvendo tudo e as balanças digitais a todo o vapor. Mas estamos em 2011 e não tem como ser do jeito que eu esperava.




Tenho que admitir que um dos sabores que mais ficou marcado foi uma kafta que comi em um restaurante frequentado por locais sem nenhum charme. Estava perfeita, suculenta, saborosa, perfumada. Não vou esquecer aquilo por alguns anos.



 
Também fiquei impressionado com a quantidade de cominho usado no preparo de quase tudo, inclusive no jantar que foi oferecido pelo casal de amigos que nos hospedaram. O frango com pinolis e muito cominho, estava delicioso.


Deixei Istambul com um sorriso amarelo e a certeza de encontrar aquilo que sonhei em outra visita. Logo escrevo sobre a I-N-C-R-Í-V-E-L região da Capadócia!


Beijos e abraços temperados!








quarta-feira, 4 de maio de 2011

Experiências Gastronômicas: Buenos Aires além das parrillas.

"MI BUENOS AIRES QUERIDO"


Hoje vou falar um pouco dos nossos impressionantes vizinhos portenhos. Sempre fico questionando a capacidade de criação, renovação e versatilidade diante da nova gastronomia Argentina. Digo nova, pois vai muito além das tradicionais e perfeitas parrillas, que ainda são feitas com precisão em muitas esquinas tradicionais de "Mi Buenos Aires querido".


Fico surpreso como esse povo evoluiu na gastronomia, como se adaptaram bem ao mercado. Claro que a economia exigiu isso e os novos restaurantes “pipocam” pela Capital. Muitos pretensiosos, muitos duvidosos, muitos inovadores e alguns com peculiaridades que gosto bastante.


O delicioso Olsen.
Comecei escrevendo pra falar só do OLSEN, pois é um restaurante despretensioso, barato e diferente. Mas não dei conta e depois coloquei algumas dicas de lugares que valem a pena na Capital Portenha , claro que gostaria de comentar detalhadamente de outros, mas isso é assunto pra vários posts.


Vamos ao OLSEN: uma opção diferente no coração de Palermo, um lugar delicioso para reunir com os amigos e que tem como atrativo a cozinha escandinava. O Couvert além de ser delicioso é divertido, são argolas de pães servidas em uma torre de madeira.

Couvert do Olsen.

Como entrada, pedimos as tradicionais blinis, que vieram super fofas, com ovas e salmão defumado. Depois uma opção que achei bem interessante, diferentes canapés harmonizados com diferentes vodcas, ousado! No prato principal fui surpreendido por uma deliciosa truta com tomate concassé e um purê delicioso. A sobremesa foi um bolo de chocolate super macio sobre um creme pâtissière e calda de cramberries, sem novidades, mas muitooooo gostoso. O mais bacana do lugar é o bar com seus drinks e sua interminável carta de vodcas. Conclusão: Isso que é cozinha escandinava? Eu adoro! Quanto aos drinks? Dispensam comentários. Faça reserva pra sentar no jardim.

Canapés harmonizados com vodcas do Olsen.

Como prometi, outras dicas rápidas para prestigiarmos os nossos vizinhos: Morra de culpa na MUMAS CUPCAKE, que é uma micro loja de cupcackes no coração de Palermo, tudo delicioso e super charmoso. Vá ao Pomposo CASA CRUZ, um restaurante que infelizmente temos a sensação que estamos ali pra ver e ser visto (é uó essa parte) mas a decoração é muito linda, com um menu que só não é mais bacana pois é ofuscado pelo décor, alguém já teve essa sensação? . Acredite no SUCRE e vá com os amigos, curta o dj misturando ritmos latinos e tome um bom vinho por um preço mega camarada. Comece a falar sério de gastronomia com o RESTÓ na Sociedad Central de Arquitectos. Permita-se ao incrível e exclusivo CASA COUPAGE, onde um casal recebe 16 pessoas na sala de casa e harmoniza um menu completo com vinhos excelentes de pequenos produtores (ISSO É BACANA). Vá várias vezes ao delicioso BAR 6. Você pode tomar café, almoçar e jantar no mesmo lugar com climas diferentes a cada hora do dia. Conheça e faça algumas “comprichas” na CASA VALENTI, um Armazém no bairro Belgrano, com queijos e outros mimos gastronômicos que só encontrei por lá. Não deixe de prestigiar o chef tecno-sensorial do LA VINERIA DE GUALTERIO BOLÍVAR, onde você se emociona, impressiona e morre de amores por criações ousadas e cheias de novidades. No meio de suas compras durante um sábado em Palermo Soho, vá almoçar no SOCIAL PARAÍSO, um bistrô simples e com um cardápio delicioso.

 
Mumas cupcake.



Fachada do cool Bar 6.



SALÃO DO LA VINERIA DE GUALTERIO BOLÍVAR.
No final de tudo, tenha a sensação de que você precisa voltar várias vezes. Além de estar aqui do lado, o dinheiro deles ainda continua valendo bemmm menos que o nosso.

Besos!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Experiências Gastronômicas: a Casa da Li

Fico muito feliz em poder compartilhar algumas experiências gastronômicas que tenho vivido. Vale lembrar que as experiências de todos são muito bem vindas aqui no blog. Escolhi como primeira dica um lugar muito despretensioso, mas que me emocionou muito pelo conjunto.

Como leitor assíduo do blog da nossa aclamada chef Roberta Sudbrack, descobri em um de seus posts a tal da Li (Eliane André). Que eu me emociono sempre que leio algo da Roberta já é fato, mas nesse caso eu senti que tinha algo muito especial ali.

O título do post era: “Sou eu, ou o mundo gastronômico que esta confuso?” Roberta falava que em um mundo de espumas (confesso que ainda me encanta) , no qual a química fala bem alto, falta comida de verdade e assim ela descreve a Casa da Li: “Comida feita por gente de verdade, com alma de cozinheiro, amor incondicional pela cozinha e o suor bom da profissão. Comida que dispensa explicação e muito menos apresentação, é olhar, vibrar e não esquecer”

Louco com aquilo, na primeira oportunidade fui pra São Paulo e corri pra vila Madalena atrás do restaurante da Li. Fachada simples, com uma arquitetura e decoração sem grandes pretensões, talvez me deixou um pouco com sorriso amarelo quando cheguei, mas depois de ser recebido por uma equipe com simpatia na medida certa (simpatia demasiada tb é UÓ!!!) eu percebi que aquele lugar tinha uma magia especial: magia de casa de vó, de mãe, de gente de verdade. Fiz questão de ultrapassar os limites do balcão e ficar um pouquinho na cozinha com a QUERIDÍSSIMA Li. Foi um caminho sem volta, fiquei encantado e não queria mais voltar para mesa que me esperava com uma cerveja Colorado geladíssima. Optei pelo menu degustação e participei de uma orgia gastronômica. Tudo isso com amigos queridos. Depois, fui me despedir da Li e agradecer. Não é que a queridona encheu os olhos d´agua? Claro que os meus também ficaram mareados. Infelizmente as fotos são de celular, mas vale pelo registro.

Sopa de mandioquinha com gergelim.




Esse dia fui apresentado ao alho negro, quem fornece é Marisa Ono.



Porchetta italiana, isso é DIVINO!



Eu que odeio pudim de pão, fiquei surpreso. Esse é dos Deuses!

Obrigado Li! Pela experiência, sorrisos, olhares, surpresas, carinho e por sempre estar de coração aberto para receber.

Obrigado Roberta! Por apresentar, escrever e sempre comentar sobre esta grande mulher. Obrigado amigos por compartilhar tudo isso.

CASA DA LI - Rua Aspicuelta 23, Vila Madalena – São Paulo